D 65 - O pior já passou
Faz muito tempo que eu não escrevo. Esperei ansiosamente minha alta, com a inocente esperança que ao sair do hospital, tudo voltaria ao quase normal, como foi no primeiro transplante em 2014. Eu não poderia estar mais errada.
Este tempo em "casa" tem sido até agora uma sucessão de pequenas complicações normais do tratamento, mas associadas ao cansaço destes anos todos, se tornam algo muito, muito grande.
Alguns dias são mais fáceis que outros. Você conversa, ri, se distrai, e tenta esquecer as dores e desconfortos. Mas tem dias em que não dá. Dias em que apenas digitar uma resposta a alguém no celular parece mais do que é possível fazer.
Minha recuperação tem exigido muito mais de mim do que eu imaginei, e quem tem sofrido drasticamente com isso são meus estudos. Eu amo estudar. Eu amo aprender. Eu me esforcei muito para continuar na faculdade, fazendo algumas matérias a distância, mas sinceramente eu estou tão cansada que não dá pra continuar assim. Semestre que vem vou focar apenas em minha recuperação, voltando para a faculdade quando eu puder realmente me dedicar e fazer meus estudos com a qualidade que eu sempre me exigi. Isso dói em mim, pois é inevitável a sensação de fracasso, de não conseguir dar conta de realizar aquilo que se desejou tanto. Ao mesmo tempo, entregar um trabalho abaixo do meu padrão porque não tenho condições físicas e mentais de me dedicar mais também me decepciona demais.
Ser menos exigente, mais compreensiva e paciente comigo mesma e meu corpo tem sido a luta diária. Nova vida, novos velhos desafios.
Este tempo em "casa" tem sido até agora uma sucessão de pequenas complicações normais do tratamento, mas associadas ao cansaço destes anos todos, se tornam algo muito, muito grande.
Alguns dias são mais fáceis que outros. Você conversa, ri, se distrai, e tenta esquecer as dores e desconfortos. Mas tem dias em que não dá. Dias em que apenas digitar uma resposta a alguém no celular parece mais do que é possível fazer.
Minha recuperação tem exigido muito mais de mim do que eu imaginei, e quem tem sofrido drasticamente com isso são meus estudos. Eu amo estudar. Eu amo aprender. Eu me esforcei muito para continuar na faculdade, fazendo algumas matérias a distância, mas sinceramente eu estou tão cansada que não dá pra continuar assim. Semestre que vem vou focar apenas em minha recuperação, voltando para a faculdade quando eu puder realmente me dedicar e fazer meus estudos com a qualidade que eu sempre me exigi. Isso dói em mim, pois é inevitável a sensação de fracasso, de não conseguir dar conta de realizar aquilo que se desejou tanto. Ao mesmo tempo, entregar um trabalho abaixo do meu padrão porque não tenho condições físicas e mentais de me dedicar mais também me decepciona demais.
Ser menos exigente, mais compreensiva e paciente comigo mesma e meu corpo tem sido a luta diária. Nova vida, novos velhos desafios.
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